Treino Canino

Tenho vida de c�o, por amor aos meus c�es...


TESTE DE SOCIABILIDADE (TS)

 

INÍCIO DO TESTE DE SOCIABILIDADE

O condutor apresenta-se ao juiz de trabalho, com o seu cão devendo levar toda a documentação correspondente ao exemplar, para que o juiz de trabalho possa examinar a tatuagem ou microchip, sendo este exame a primeira informação sobre a sociabilidade do cão.

Não é permitido coleiras a estrangular ou outras que possam alterar o comportamento natural do cão. Quando o Juiz de trabalho considerar oportuno dará inicio ás provas do teste pela seguinte ordem:

 

POVAS DE ESTABILIDADE E SOCIABILIDADE

Exercício 1

Á ordem do Juiz de trabalho, o condutor entregará a trela (1,5m mínimo) a um auxiliar, seguidamente afastar-se-á do cão a uma distância mínima de 5m, onde permanecerá até ordem do Juiz de trabalho. Passado um tempo mínimo de 30 segundos o Juiz de trabalho dará ordem ao condutor para este se ocultar atrás de um abrigo por um tempo mínimo de 1 minuto devendo aguardar a ordem do Juiz de trabalho para regressar para junto do seu cão.

Em caso algum se permitirá exemplares que demonstrem reacções de medo, timidez ou agressividade durante o exercício.

NOTA: É permitido ao condutor dar, um comando ao cão antes do inicio do exercício.

Em caso algum o auxiliar poderá dar ordens ou puxões de trela ao cão, adaptando um comportamento absolutamente neutro.

 

Exercício 2

O condutor colocará o seu cão num lugar pré determinado pelo Juiz de trabalho, podendo o cão estar solto ou preso por uma trela com o tamanho mínimo de 3m.

À ordem do Juiz de trabalho o condutor deixará o seu cão e irá para um abrigo próximo onde permanecerá no mínimo por um minuto. Durante este tempo um ou dois auxiliares efectuam um passeio perto do cão (nunca a uma distância inferior a 5m) numa atitude normal (falando, desfolhando uma revista).

À ordem do Juiz de trabalho, o condutor regressará junto do seu cão e o Juiz de trabalho dará por terminado o exercício.

Os exemplares não podem demonstrar sinais de agressividade ou timidez.

Com o cão à trela (mínimo 1,5m) o condutor colocar-se-á num ponto determinado pelo Juiz de trabalho, devendo a trela estar completamente folgada. Soará um disparo de uma pistola calibre 6mm, e um outro de uma arma escolhida pelo Juiz de trabalho.

Neste exercício não é permitido nenhum comando de obediência, ou puxão da trela.

Serão permitidas reacções de surpresa sempre que é efectuado o disparo, desde que se observe uma recuperação de calma por parte do cão. Não são aceites reacções de medo, tentativas de fuga, ou excesso de nervosismo.

 

Exercício 4

O condutor com o cão á trela (mínimo de 1,5m) passará entre um grupo de pessoas (4 no mínimo), imobilizando-se no centro, sem qualquer comando de obediência. Manterá uma conversação simulada com um dos auxiliares do grupo, despedindo-se com um aperto de mão, abandonando o grupo á ordem do juiz de trabalho.


Não serão toleradas atitudes de excessiva timidez, medo ou agressividade. Não é permitido qualquer influencia por parte do condutor (puxões de trela, comandos, etc...).

 

CASSIFICAÇÕES

- Apto

-Não Apto

- Acesso : Duas oportunidades (idade mínima de 12 meses). Não obtendo a Classificação de apto em duas apresentações, fica impossibilitado de voltar a apresentar o cão a um Teste de Sociabilidade.

O Juiz de Trabalho é soberano na sua apreciação.


CERTIFICADO DE SOCIABILIDADE

-A organização solicitará, atempadamente, ao Clube Português de Canicultura um impresso, para ser preenchido pelo Juiz de trabalho, com todos os dados do cão, cabendo à organização o seu envio ao CPC, para que este emita o Certificado de Sociabilidade. É obrigatória a apresentação deste certificado por todos os exemplares propostos a provas de RCI e de Mondioring.

-Além do exposto, o Juiz de trabalho deverá emitir um relatório de apreciação de todos os exemplares, quer os aptos quer os não aptos, especificando as razões de atribuição da classificação de não apto.

- O resultado do TS deverá ser averbado na caderneta de trabalho.

-O TS é vitalício, excepto se o exemplar for transferido para outro proprietário, ou se no decurso de um concurso for suspenso por um Juiz por problemas de caracter, o que implicará obrigatoriamente a realização de novo teste.

 

FORMA REVOGATÓRIA

São consideradas nulas e sem efeito todas as disposições estabelecidas anteriormente pelo C.P.C. e contrárias á doutrina do presente Regulamento, que entrará em vigor quando for ratificado pela Assembleia Geral

Regulamento de BH

Prova para cães de companhia

Condições gerais:

Podem ser admitidos cães de todas as raças e tamanhos. A idade mínima de admissão é 12 meses.
Com a conclusão da prova não se darão resultados por pontuação mas unicamente a qualificação de "aprovado" ou "suspenso". A prova é superada na parte A se consegue 70% dos pontos e na parte B, quando o Juíz considera a execução dos exercícios suficiente.

Parte A

Exame do cão de companhia num campo de trabalho ou em qualquer outro terreno

Pontuação Total 60 pontos

1. Condução com trela (15 pontos) - Ordem "Junto", ou similar

Partindo da posição base, o cão com trela, deverá seguir o seu condutor alegremente à ordem Junto.

O condutor deverá andar aproximadamente 40 passos em linha recta, e fazer meia volta, sem parar. O cão deverá manter a omoplata junto ao joelho do condutor, e não deve atrasar, adiantar, ou afastar-se lentamente. Após 10 a 15 passos o condutor realizará um trajecto em corrida e um em passo lento, com pelo menos 10 passos cada um. Em passo normal fará uma volta para a direita e uma para a esquerda como mínimo.

A ordem Junto só deverá ser dada para sair da posição base e para mudanças de passo. Quando o condutor pára o cão deverá tomar a posição base, sem voz de comando. O condutor não pode modificar ou corrigir a posição base (aproximando-se do cão). A trela deve manter-se durante a apresentação na mão esquerda e não estar tensa.

À ordem do Juiz, o apresentador passará com o seu cão por um grupo mínimo de 4 pessoas. O condutor deverá parar dentro do grupo pelo menos uma vez. Os elementos do grupo deverão estar em movimento.

Manter a trela tensa, adiantar-se ou afastar-se, afastar-se lateralmente, ladrar ou fazer voltas lentamente será penalizado.  

2. Condução sem trela (15 pontos) - Ordem "Junto", ou similar

Por indicação do Juiz o condutor retira a trela do cão. A trela será guardada no bolso ou colocada sobre o ombro do condutor e de seguida dirige-se novamente para o grupo de pessoas onde parará pelo menos uma vez. Ao abandonar o grupo o condutor irá repetir o exercício 1, a partir da posição base.
Durante o percurso, mas não dentro do grupo, deverão ser efectuados dois disparos. O cão deverá demonstrar indiferença aos tiros. 

Se o cão mostrar algum sinal de medo, ficará imediatamente eliminado da prova. Se mostrar agressividade poderá ser penalizado, desde que continue sob o controle do condutor. A totalidade da pontuação só pode ser atribuída a um cão indiferente aos disparos.

Disposições gerais: Dar-se-á uma valorização especial, à indiferença aos tiros. Os disparos efectuar-se-ão a uma distância de 15 passos e far-se-ão dois disparos com um intervalo de 5 segundos. A pistola será de 6mm. Se houver fuga ante os disparos o cão será excluído dos restantes exercícios.
Se o Juiz tiver dúvidas quanto à sensibilidade do cão face aos disparos é livre de executar mais disparos, o que poderá ser feito com o cão agora preso.
O exercício de indiferença aos tiros só se executará na condução sem trela e no deitado sob distrações.

3. Sentado durante a marcha (10 pontos) - Ordem "Senta", ou similar

Partindo da posição base, o condutor com a ordem Junto caminhará com o seu cão, sem trela, em frente. Depois de aproximadamente 10 a 12 passos, o cão deverá sentar-se imediatamente à ordem Senta. O condutor continua a andar a passo tranquilo por mais trinta passos.

Depois de um minuto, o apresentador voltará para o seu cão e adoptará a posição base à direita do cão. Até que o condutor volte o cão deverá manter-se tranquilamente sentado. Deitar-se, levantar-se ou seguir o condutor será penalizado.

4. Deitado durante a marcha e chamada (10 pontos) - Ordens "Deita", "Aqui", "Junto", ou similares

Partindo da posição base, o condutor com a ordem Junto caminhará com o seu cão, sem trela, em frente. Depois de aproximadamente 10 a 12 passos, o cão deverá deitar-se imediatamente à ordem Deita. Sem qualquer outra influência e sem voltar-se para o cão o apresentador fará cerca de 30 passos em frente, após os quais se volta para o cão e se imobilizará.

À indicação do Juiz o condutor chamará o cão (Aqui), que deverá dirigir-se alegre e rapidamente ao apresentador e sentar-se em frente e muito próximo dele. À ordem Junto o cão deverá sentar-se ao lado do condutor.

5. Deitado com distração (10 pontos) - Ordens "Deita", "Senta", "Junto", ou similares

Antes do início dos exercícios de outro cão o apresentador colocará o seu cão num local indicado pelo Juiz, sem trela e sem deixar qualquer outro objecto perto do cão. Permanececndo à vista do cão, o condutor afastar-se-á 30 passos e permanecerá quieto de costas para o cão. O cão sem qualquer influência do condutor deverá menter-se deitado durante o tempo em que o outro cão realiza os exercícios de 1. a 4.. O condutor retorna ao cão, retomando a posição base.

Disposições sobre a realização do exercício:

O condutor deverá permanecer no local indicado pelo Juiz e dentro do terreno da prova todo o tempo quieto e de costas para o cão, até que o Juiz dê ordem para recolha do cão. O comportamento inquieto do condutor, assim como ajudas dissimuladas ou um cão que se levante antes de tempo serão penalizados.
Se um cão se levanta ou senta, mas que não abandona o local, não recebe a pontuação total.
Se o cão se afastar do local onde ficou deitado, mais do que o comprimento de um corpo, o exercício é não apto.
Um cão que não alcance um mínimo de 70% (42 pontos) em todos os exercícios será eliminado.

Parte B

Exame do cão de companhia em via pública

Disposições gerais:

Estes exercícios executam-se em vias públicas (ruas, avenidas, praças ou zonas pedonais), com movimento moderado. O trânsito de peões não deverá ser alterado.
Somente o cão, o condutor e o Juiz e eventualmente o comissário da prova estarão presentes. Todos os demais participantes se manterão afastados em lugar pré-definido e prontos para entrar em prova. Devido às características especiais destes exercícios é necessário bastante tempo para a sua execução.

As condições exigidas não deverão ser influênciadas por um número excessivo de participantes. Como máximo serão admitidos 12 cães por dia. Não se atribuem pontos a nenhum exercício desta parte B, sendo determinante para ultrapassar esta parte da prova a impressão geral do comportamento do cão. 

1. Encontro com um grupo de pessoas

O Juiz dará ao guia a ordem de se dirigir com o seu cão à trela num determinado troço de rua. O Juiz seguirá o apresentador a determinada distância. O cão deverá seguir o condutor, com a trela frouxa, mantendo-se com a sua espádua junto ao joelho do condutor.
Face aos peões e ao tráfego automóvel o cão deverá demonstrar indiferença. No seu caminho o condutor cruzar-se-á com uma pessoa muito perto.

O condutor e o seu cão seguem o seu caminho, e passam por um grupo de 6 pessoas, uma destas dirige-se ao condutor e cumprimenta-o apertando-lhe a mão. O cão tem que sentar-se ou deitar-se, à ordem, e manter-se tranquilo enquanto as pessoas conversam.

2. Encontro com ciclistas

Pouco depois o condutor, com o seu cão à trela, é ultrapassado por um ciclista, que toca a campainha da bicicleta quando passa ao lado do cão. Quando o ciclista se encontra a grande distância dá meia volta e aproxima-se de frente, voltando a tocar a campainha da bicicleta, passando pelo lado do cão. O cão deverá manter-se indiferente ao ciclista.

3. Encontro com automóveis

O condutor passará com o seu cão à trela junto a alguns carros. Um dos carros iniciará a marcha. No outro fechar-se-á a porta. Enquanto o guia e o seu cão caminham aproximar-se-á um carro que para junto deles, abrindo-se a janela e algo será perguntado ao condutor do cão. À ordem o cão senta-se ou deita-se. O cão deverá mostrar-se indiferente aos carros e a outros ruídos do tráfico.

4. Encontro com gente que corre ou segue de patins

O condutor caminha com o seu cão, com trela, tanquilamente. Serão ultrapassados por pelo menos duas pessoas que correm, sem reduzir a velocidade. Essas pessoas já longe farão meia volta, e correndo, sempre sem reduzir a velocidade, passarão novamente por eles. O cão não tem de ir junto ao condutor mas não deve incomodar as pessoas que vêm de frente. Permite-se ao condutor que dê a ordem "senta" ou "deita" ao cão enquanto passam as pessoas. O encontro poderá ser feito com pessoas a patinar, em vez de pessoas a correr.

5. Encontro com cães

Ao ser ultrapassado por outro cão, ou vindo de frente com o seu condutor, o cão examinado deve manter-se indiferente. O condutor pode repetir a ordem "junto", ou dar a ordem "senta" ou "deita" durante o encontro.

6. Comportamento do cão deixado atado e só na rua. Comportamento frente a outros cães

Por indicação do Juiz, o apresentador com o seu cão preso pela trela encaminhar-se-á para uma rua muito concorrida. Depois de percorrida uma pequena distância, o apresentador e por ordem do Juiz, parará e atará a trela a um ponto fixo (poste, vedação, etc.). O apresentador desaparecerá da vista do cão dentro de uma loja ou de um portão.

O cão poderá ficar de pé, sentado ou deitado. Durante a ausência do guia, passará um peão com um cão à trela a uma distância de 5 passos do cão que estará a ser examinado. O cão deverá permanecer tranquilo durante a

 ausência do condutor. O cão que passa ao seu lado deverá passar tranquilamente sem demonstrar agressividade, puxar a trela na direcção do cão examinado ou ladrar. À ordem do Juiz o condutor irá buscar o seu cão

O Certificado de Obediência Básica (COB)

O Certificado de Obediência Básica (COB)

O Certificado de Obediência Básica (COB) destina-se a avaliar o nível de obediência através da execução de exercícios com aplicação prática no dia-a-dia dos cães.

A obtenção deste Certificado (COB) terá interesse e valor para todos os condutores, quer queiram prosseguir ao nível da competição desportiva ou simplesmente introduzir a aprendizagem e o uso de obediência na vida do seu cão.

As provas com vista à obtenção do COB são abertas a todos os interessados

Ao concorrente que tenha alcançado pontuação para COB, ser-lhe-á atribuído um Certificado de Obediência Básica, (COB) emitido pelo Clube Português de Canicultura, e homologado pelos juízes dessa prova.

O conjunto de exercícios a realizar para obtenção de COB funcionam também como Classe 1 de Obedience (competição desportiva).

Qualificações

Para conseguir o COB, é necessário obter pelo menos 50% dos pontos por exercício, e 70% do total da pontuação.

No caso de exercícios não cumpridos, para obter o COB é possível repescar um máximo de dois exercícios, a repetir no fim e apenas uma vez, sendo considerado apenas metade do valor inicial do exercício no caso do mesmo ser cumprido.

Todos os conjuntos que, apesar de não cumprirem a regra de ter pelo menos de 50% dos pontos em cada exercício, mas que obtenham 70% ou mais da pontuação total, podem, se o desejarem, passar para a Classe 2 de Obedience. Estes conjuntos não obterão o Certificado de Obediência Básica emitido pelo Clube Português de Canicultura.

Cães que tenham averbado na caderneta de trabalho provas de nível mais alto, mesmo que de outras modalidades de desporto canino em que esteja envolvida obediência, poderão obter o Certificado de Obediência Básica mas não pontuarão para o ranking de Escolas.

 

No COB serão atribuídas umas das seguintes qualificações:

 

Excelente            : de 80% a 100% da pontuação máxima (160 a 200 pts)

Muito Bom          : de 70% a 79,9% da pontuação máxima (140 a 159,9 pts)

Bom                   : de 60% a 69,9% da pontuação máxima (120 a 139,9 pts)

N.Q.                   : inferior a 60% (0 a 119 pts)

Material permitido

Só é autorizado o uso de trelas de couro ou nylon, ou qualquer outro material flexível. Não são permitidas trelas de metal nem coleiras com qualquer sistema correctivo ou punitivo. As trelas deverão ter cerca de 1m de comprimento

Para todos os exercícios sem trela, esta deve ser retirada e escondida ou entregue ao comissário. Se o condutor preferir transportar a trela de modo visível durante o exercício, esta deve ir à volta do seu pescoço ou sobre o ombro esquerdo fechada sobre o lado direito.

Exercícios para COB e Classe 1 de Obedience

Exercícios e pontuações

Exercício

Coef.

Pontos

1

Apresentação do cão

1

10

2

Ficar deitado

2

20

3

Junto com trela

2

20

4

Junto sem trela

3

30

5

Junto com deitar e regresso ao cão

3

30

6

Chamada directa a 15 metros

2

20

7

Busca do objecto

3

30

8

Posições a 3m distância

3

30

9

Impressão geral

1

10

 

TOTAL

 

200

       Regulamento de Provas Nacionais de Obediencia

1        Provas de Classe II e Classe III

Local

As provas do programa de Obedience poderão decorrer em recintos fechados ou abertos. Se as dimensões do campo não obedecerem ao mínimo estipulado caberá aos juízes decidir da possibilidade da prova decorrer nas condições apresentadas.

 

Preparação

Os exercícios deverão ser preparados e executados conforme as indicações expressas neste regulamento.

 

Classificação

Para ambos os programas será atribuída uma classificação final da qual constarão todos os participantes que não foram excluídos.

 

 

2        Modos de Passagem

 

A passagem de um nível para o seguinte, é determinada pelos resultados obtidos pelo conjunto e averbados na respectiva caderneta de trabalho.

 

 

2.1       Para Classe II

 

Só poderão inscrever-se em Classe II conjuntos que tenham obtido o COB, funcionando este como Classe I.

 

 

As condições de obtenção do COB encontram-se descritas no ponto 4.3.

 

 

2.2       De Classe II para Classe III

 

Só poderão inscrever-se em Classe III conjuntos que tenham obtido 70% da pontuação numa prova de Classe II.

 

Um conjunto que obtenha mais de 85% em duas provas tem obrigatóriamente de passar a classe III.

 

 

2.3       De Classe III para Classe Elite (FCI)

 

Só poderão inscrever-se em Classe Elite conjuntos que tenham obtido 70% da pontuação numa prova de Classe III.

 

Um conjunto que obtenha mais de 85% em duas provas tem obrigatóriamente de passar a classe Elite.

 

 


3        Qualificações

 

 

Em classe 2 e classe 3 a cada concorrente será atribuída uma qualificação em função do resultado obtido.

 

 

As qualificações são as seguintes:

  • Entre 100% e 90% - Excelente
  • Entre 89% e 80% - Muito Bom
  • Entre 79% e 70% - Bom

 

A pontuações abaixo de 70% será atribuída a qualificação de Insuficiente.

 

 

      4        Indicações gerais para execução dos exercícios

 

Os exercícios e as suas partes serão sempre executados após indicação do comissário.

Em todos os exercícios deve ser tida em conta a vontade e a rapidez com que os cães executam os exercícios, bem como as características de cada raça e as suas limitações específicas.

2         Exercícios para as provas de Classe II

         Exercícios e pontuações

 

Exercício

Classe II de Obedience

Coef.

Pontos

 

 

 

 

 

 

Exercício 1

Deitado em grupo 2 minutos

3

30

 

Exercício 2

Junto em liberdade

3

30

 

Exercício 3

Ficar de pé durante a marcha

2

20

 

Exercício 4

 Ficar sentado durante a marcha

2

20

 

Exercício 5

 Deitar durante a marcha

2

20

 

Exercício 6

Chamada interrompida com de pé

4

40

 

Exercício 7

Busca directa de apport de madeira

3

30

 

Exercício 8

Controlo à distância

4

40

 

 

 

 

 

 

 

TOTAL

 

230

Regulamento Internacional de Obediencia

  

 

 

Regulamento geral para participação em testes e competição em classes internacionais de obediência com CACIOB.

 

Regulamentos aprovados pela Comissão Geral da FCI, em Bruxelas, em Novembro de 1999

Entrada em vigor a 1 de Janeiro de 2001

 

A modalidade de obediência tem por fim ensinar um cão como se deve comportar, de modo cooperativo, e a ficar sob controlo. Uma ênfase especial deve ser dada ao bom contacto entre o cão e o seu condutor, assim como na vontade do cão obedecer, mesmo estando distante do condutor.

 

 

1.1        Introdução

 

Condições

Para participar em provas de obediência é necessário que o cão tenha pelo menos 15 meses de idade, e que esteja registado num livro de registos reconhecido pelo FCI.

 

 

Depende de cada país definir as classes nacionais de obediência e as condições que devem ser cumpridas antes do cão ter a permissão para competir na Classe Internacional de Obediência. Contudo, para participar na Classe Internacional de Obediência o cão deve, pelo menos uma vez, ter passado a Classe de Obediência imediatamente anterior no seu país.

 

 

O cão não tem necessariamente de entrar noutras classes de outros programas para participar em obediência.

 

Condição física

Os cães afectados de doenças contagiosas, ténias, sarna ou outros vermes ou que sejam agressivos, cegos ou surdos não poderão participar em obediência.

 

 

As cadelas em cio poderão participar no fim da competição mas devem ser mantidas for a do recinto até todos os outros concorrentes concluírem as suas provas.

 

 

Se for necessário, por existir alguma dúvida sobre os dois pontos anteriores, o juiz verificará os cães fora do campo antes de eles começarem a competição.

 

 


1.1.1       Pontos

 

 

O cão é pontuado usando uma escala de 5 a 10 pontos em passos de 0,5 pontos. Uma classificação “abaixo” de 5 pontos será obrigatoriamente de “0”.

 

1.1.2       Juízes

 

 

Os juízes de obediência devem ser aprovados e formados pelo Kennel club de cada país

 

 

1.1.3       Comissário chefe

 

 

A gestão das provas de obediência é efectuada pelo juiz do dia e pelo comissário chefe. O comissário chefe deve ter a competência necessária. Se for nomeado mais de um juiz, deve existir igual número de comissários.

 

 

1.1.4       Número de concorrentes

 

 

Recomenda-se aos juízes não avaliarem mais de 4 cães por hora. Se existir mais de um juiz, todos os juízes devem julgar todos os cães numa parte dos exercícios.

 

 

1.1.5       Obrigações dos condutores

 

 

O concorrente deve reportar a sua presença na ring 30 minutos antes do início da competição.

 

 

Os condutores são obrigados a seguir as regras e directivas. É proibido castigar os cães. As coleiras de bicos são proibidas.

 

 

Ao condutor não é permitido tocar no cão, acariciá-lo ou dar-lhe outras formas de encorajamento durante os exercícios. Pequenos encorajamentos (tais como “bem feito” ou “bonito”) são permitidos após o exercício ter sido completado.

 

 

Guloseimas ou brinquedos não são permitidos no ring.

 

 

O condutor deve ter o cão do seu lado esquerdo entre exercícios

 

Se o condutor preferir transportar a trela de modo visível durante o exercício, esta deve ir à volta do seu pescoço ou sobre o ombro esquerdo fechada sobre o lado direito.

 

 

Se o concorrente não cumprir as regras ou se comportar de modo indesejável poderá ser desqualificado da competição pelo juiz.

 

 

 

1.1.6       Comportamento do cão

 

 

Se a regra não especificar o contrário, todos os exercícios começam e acabam na posição de junto. A posição de junto é, normalmente, sentado do lado esquerdo do condutor. A posição de pé ao lado esquerdo do condutor também é permitida mas nesse caso o cão deve tomar sempre essa posição devendo o juiz ser informado desse facto antes do exercício 1.

 

1.1.7       Desqualificação

 

 

Um cão que em qualquer momento morda, tente morder ou ataque pessoas ou outros cães deve ser desqualificado da prova para o resto desse dia.

 

1.1.8       Dimensão do campo e materiais necessários

 

A dimensão do campo deve ser no mínimo de 20 x 30 metros. Quando a competição for no exterior as dimensões aconselhadas mínimas são de 25 x 40 metros. É responsabilidade do juiz decidir se as dimensões do campo são aceitáveis ou não.

 

 

Devem existir no campo três apports de madeira de diferentes dimensões e um de metal. Para o exercício 9, discriminação olfactiva, o número de objectos de madeira necessários (com cerca de 2 cm x 2cm x 10cm) é de 6 vezes o do número de concorrentes. É também necessária uma vedação sólida (com 1m de largura, e altura ajustável em passos de 10cm), bem como marcações para identificar os locais dos exercícios.

 

 

É obrigação da organização ter estes regulamentos disponíveis no local da prova. A organização tem a liberdade de decidir por que ordem os exercícios devem ser feitos durante a competição.

 

1.1.9        Outros regulamentos

 

O juiz tem a liberdade de interromper um exercício e terminar a participação do cão a partir desse momento na competição se existir perturbação por ladrido ou se o cão estiver disfuncional.

 

 

Nos exercícios de busca (7, 8 e 9), é permitido ao cão entregar o objecto sentado em frente ao condutor, tendo imediatamente de seguida de tomar a posição de junto.

 

 

Todos os exercícios começam com o condutor e o cão colocados na posição que lhes foi indicada, e após confirmação do condutor que o conjunto está pronto.

 

 

Todos os exercícios terminam quando com a informação de “exercício Terminado”

 

 

Os comandos utilizados neste regulamento são simples exemplos podendo ser utilizados outros.

 

 

Se o cão defeca ou urina durante um exercício, esse exercício é considerado falhado e, adicionalmente são-lhe retirados 40 pontos à pontuação total. Se isso acontecer no ring, entre exercícios, são-lhe retirados 40 pontos à pontuação total.

1.1.10  Prémios

 

 

Recomenda-se a utilização das cores negro/vermelho/amarelo nas rosetas e fitas das classes de obediência.

 

 

A todo o cão que receber um prémio em obediência deve ser concedida uma fita negra/vermelha/amarela.

 

 

A fita vermelha é concedida aos vencedores do primeiro prémio – de 256 a 320 pontos

A fita azul é concedida aos vencedores do segundo prémio – de 224 a 255.5 pontos

A fita amarela é concedida aos vencedores do terceiro prémio – de 192 a 223.5 pontos

As cores poderão variar em função dos diversos países.

 

 

Se dois ou mais cães terminarem com o mesmo número de pontos e se for pretendido atribuir uma classificação final, devem ser somados os pontos dos exercícios 3, 5 e 6. Se a pontuação continuar igual deve haver lugar a nova repetição.

 

 

A fita negra/vermelha/amarela é concedida ao cão possuidor da melhor pontuação do primeiro prémio

 

 

Um prémio ou roseta é concedido a todos os cães que consigam obter classificação na prova internacional desse dia.

 

 

1.1.11  Certificado internacional de obediência, CACCIOB

 

 

Ao cão vencedor (com dois testículos se for macho) é atribuído CACIOB se obtiver um primeiro prémio, e ao segundo classificado também.

 

Campeão internacional de obediência

Para obter o título de Campeão Internacional de Obediência, o cão deve receber dois CACIOBs em dois países diferentes e, pelo menos, “muito bom” (2º prémio) numa classe FCI de exposição. Um período de, pelo menos, um ano e um dia deve existir entre a obtenção dos dois CACIOB.

 

 


1.2        Exercícios

 

1.2.1       Exercícios e pontuações

 

 

Exercício

Classe Elite FCI

Coef.

Pontos

 

 

 

 

 

 

Exercício 1

Sentado em grupo 2 minutos

3

30

 

Exercício 2

Deitado em grupo 4 min, com distracções

2

20

 

Exercício 3

Junto em liberdade

3

30

 

Exercício 4

De pé, sentar e deitar em andamento

3

30

 

Exercício 5

Chamada com de pé e deitar

4

40

 

Exercício 6

Enviar em frente com direcções, deitar e chamada

 

4

 

40

 

Exercício 7

Busca com direcções

3

30

 

Exercício 8

Busca de um objecto metálico com salto sobre uma vedação

 

3

 

30

 

Exercício 9

Discriminação por olfacto

3

30

 

Exercício 10

Controlo à distância

4

40

 

 

 

 

 

 

 

TOTAL

 

320

KÖRUNG

 

                                                        RECOMENDAÇÃO PARA A CRIAÇÃO

O que significa "KORUNG" ? Trata-se de um "Certificado" que apenas pode ser outorgado pelos Juízes Especializados de Confirmação da S.V. (Associação do Cão de Pastor Alemão da Alemanha) na presença do exemplar, baseando-se nos padrões da raça, tanto físicos como psíquicos, que marcam o estalão da raça, e em função dos resultados obtidos nas provas obrigatórias a que o exemplar tem que ser submetido.

Requisitos indispensáveis para obter o Certificado

Qualquer exemplar que pretenda candidatar-se ao exame de um Juiz de Confirmação da S.V. (Kormeister) deverá em primeiro lugar ser perfeitamente identificável por tatua­gem indestrutível na orelha direita.

Em segundo lugar o cão terá que estar livre de displasia da anca, figurando no verso do seu "Pedigree" um selo que o certifique e que só pode ser aposto pela equipa do Dr. Brass da Universidade de Hannover, perante a radiografia do exemplar devidamente legitimada.

Porque o Certificado de Selecção é unicamente outorgado pela S.V. Alemã, o exemplar tem que ser seleccionado em algumas das provas oficiais de trabalho alemãs para cães de utilidade na Alemanha, reconhecidas pela S.V. ou em qualquer outro país reconhecido como membro da S.V.

O animal terá que ter superado uma prova de resistência que consiste numa marcha de 20 km em passo normal e fluído. Nesta prova o cão será acompanhado pelo seu guia ou apresentador que irá de bicicleta. Esta mesma prova é acompanhada pelo Juiz de Confirmação que atestará que o exemplar superou a prova sem qualquer contratempo e sem dar mostra de fadiga excessiva, o que poderia significar pouca saúde.

 

Reunidos todos os requisitos, já pode ser solicitado um exame do exemplar por um "Kormeister". Perante todos os documen­tos de garantia de autenticidade das diferentes provas e requisitos, o Juiz comprovará a tatuagem do animal para se assegurar que correspondem ao cão que vai ser apresentado e iniciará então a sua apreciação.

 


Segundo os casos, ele ordenará que os exemplares aspirantes passem ao ringue e fará uma apreciação geral de cada um deles atendendo às pautas rigorosamente fixadas pêlos padrões raciais do Estalão, começando geralmente pelo comportamento do cão na sua presença e na dos seus ajudantes. O cão deverá mostrar-se tranquilo e seguro de si mesmo, sem dar mostras de inquietude nem de agressividade injustificadas. Todo o exemplar que se mostre excessivamente nervoso ou agressivo ficará fora do exame, sendo-lhe negado, por conseguinte, o Certificado.

Em continuação, o Kormeister, com uma pistola de alarme, a uma distância não inferior a quinze passos do exemplar, efectuará um ou mais disparos até se assegurar do comporta­mento do animal e da sua reacção ao ouvir os tiros.

Como na prova anterior, qualquer sinal de temor, insegurança ou outra reacção que denote desequilíbrio ou temperamento não desejado, deixará o aspirante fora do exame. Posto isto o Juiz de Confirmação, mandará colocar o cão em posição "stay" para poder captar uma impressão geral quanto ao aspecto, saúde, força, desenvolvimento, etc.

Seguidamente passará à pesagem e medição do animal para estabelecer a relação das proporções anatómicas (altura da cruz, perímetro torácico, etc.) e do mesmo modo dará atenção à expressão do exemplar, à sua força e vigor, à sua constituição óssea e muscular, à cor, comprimento e textura do pêlo, etc. Comprovará também as mandíbulas e dentição quanto a número, coloração, encaixe, desenvolvi­mento e aspecto.

Pedindo que o cão seja de novo colocado em "stay", iniciará a apreciação das diferentes partes do corpo do animal, fazendo um juízo exaustivo de cada uma delas: cabeça, espáduas, rins, garupa, inserção e porte da cauda, peito, ventre, virilhas, genitais, angulações, aprumos, etc.

Feito isto, mandará que o apresentador faça o cão trotar livremente a fim de poder avaliar a agilidade e liberdade dos ombros, o cerramento dos cotovelos, a amplitude da passa­da, o impulso dos quartos traseiros, a firmeza do dorso assim como a resposta dos ligamentos e articulações ao movimento.

PROVA DE CORAGEM

Uma vez tiradas as suas conclusões, o Kormeister mandará passar à Prova de Coragem, para o que pedirá ao apresentador que se aproxime com o seu cão preso à trela na direcção do esconderijo onde se encontra o figurante ou homem da manga. Depois de andar uns quinze passos, o apresentador soltará o seu cão e percorrerá mais uns trinta passos em direcção ao esconderijo. À ordem do Juiz de Confirmação o figurante "atacará" o cão frontalmente e de improviso, gritando e ameaçando-o ostensivamente, ao que o cão deverá responder com um ataque decidido, mordendo firmemente. Durante o ataque o figurante golpeará duas vezes com uma vara especial o dorso do cão, tentando intimidá-lo. O cão, por seu lado, continuará a luta sobrepondo-se ao castigo e dando mostras de insensibilidade e valor. O Kormeister mandará então parar o figurante dando o ataque como bem neutralizado pelo cão e apreciando a coragem demonstrada.

Quando o figurante ficar imóvel o Kormeister dará indicações ao apresentador que ordene ao seu cão que solte a mordida (que largue) e cumprido isto, o vá buscar. O figurante andará trinta metros em linha recta virando as costas ao cão que permanecerá preso pela coleira. O figurante, depois de ter percorrido esta distância, continuará a afastar-se vinte passos mais, mas agora gesticulando ameaçadoramente. A esta distância o guia mandará o cão atacar. Quando o animal se encontrar a uns trinta passos do figurante, este volta-se bruscamente e atacará frontalmente o cão, gritando e ameaçando-o, mas desta vez não o golpeará. Se o cão morder fortemente e neutralizar o ataque do figurante, este ficará imóvel e o Kormeister dará instrução ao guia para que mande o cão "largar".

Somente os exemplares que mordam bem, mostrando valor e resistência ao castigo, terão a oportunidade de obter o "KORUNG".

O resultado desta Prova está incluído na lista de Provas Específicas do "KORUNG", em conjunto com as demais características anteriormente examinadas (estrutura, linha genética, etc.).

QUALIFICAÇÃO NO "KORUNG"

Por fim o Kormeister, em função dos resultados reflectidos na lista de exame ditará quem é o exemplar merecedor de obter o título "Seleccionado - 1a Classe" (KORUNG de 1ª) ou de 2a ou então não seleccionado ou não apto.

Qual o objectivo? Pois bem, com tudo isto consegue-se selec­cionar os animais que vão ser usados na reprodução, impedindo desta forma que cães com taras, tanto psíquicas como físicas possam introduzi-las na corrente genética com o consequente prejuízo para a raça. Assim, diremos que um exemplar, seja macho ou fêmea, que obtenha a Selecção de 1ª Classe, é um animal recomendado oficialmente para reprodução, já que reúne todos os requisitos favoráveis e não padece de nenhuma anomalia que ponha em dúvida a qualidade da sua futura descendência.

Com este artigo queremos chamar a atenção dos aficionados neófitos que, muitas vezes são presas dos espertos comercian­tes de cães, já que estes, mostrando um pequeno selo que figura no Pedigree dos seus cães, dizem possuir um "exemplar recomendado para reprodução" quando na realidade o que têm é um exemplar "apto para criar". Estas duas terminolo­gias, sendo muito parecidas, de modo algum têm o mesmo significado. Esse selo no Pedigree é aposto por um Juiz Espe­cialista após uma Exposição Especial da Raça ou num acto particular após um exame superficial ao animal e nalguns casos, passando mesmo por alto defeitos tão graves para a reprodução como pêlo comprido e temperamento inseguro. Portanto o que este selo atesta é unicamente que o cão é efectivamente um Pastor Alemão, mas de forma alguma identifica o animal como um exemplar recomendado ou seleccionado para reprodução.

Como vêem, existe uma grande diferença entre este pequeno selo e o autêntico "Certificado de Selecção" ou "KORUNG".

 

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